Compartilhe

Estrutura sazonal de papelão montada na entrada de um supermercado ao entardecer, exemplo de execução de trade marketing
Estrutura sazonal de papelão montada na entrada de um supermercado ao entardecer, exemplo de execução de trade marketing

A maior data do varejo alimentar brasileiro não tem lugar fixo na loja. Não existe gôndola de Natal durante o ano, não existe corredor reservado, não existe planograma esperando dezembro. Todo ano o espaço precisa ser criado do zero — e é nesse tipo de problema que execução de trade marketing deixa de ser conceito e vira metro quadrado.

É o ponto de partida do episódio 12 do SellersCast, com Eduardo Abritta, que lidera trade marketing na Bauducco e passou por multinacional, por empresa de dados e por companhia familiar antes disso.

Resposta rápida

No episódio 12 do SellersCast, Eduardo Abritta mostra como funciona a execução de trade marketing de uma data que não tem espaço fixo na loja, por que campanha de incentivo sem meta, payback e ROI definidos ainda é a norma do mercado, e qual o papel do dado para tirar o achismo da mesa de decisão.

O Natal não tem gôndola — e é isso que define a execução de trade marketing

A solução da Bauducco para a falta de espaço foi deixar de disputar a prateleira e passar a levar o ambiente inteiro.

“Criamos uma árvore de Natal proprietária, inspirada no formato da caixa do panetone. Fizemos árvores de 2 metros, árvores de 4 metros. Essas árvores foram para a loja, foram para fora da loja, foram para a rua.”

Eduardo Abritta, trade marketing na Bauducco, no SellersCast, aos 36min47s

Junto das árvores veio o que ele chama de store in store: um espaço da marca dentro do cliente, com o portfólio sazonal e a identidade visual próprios. O consumidor entra para comprar outra coisa e encontra uma loja dentro da loja.

O que torna isso um caso de trade, e não de branding, é a restrição que o originou: uma data que move o ano inteiro de uma categoria não tem metro quadrado garantido em lugar nenhum. A execução de trade marketing existe para resolver isso.

“Sem campanha meu vendedor não vende” — e mais nada

O trecho mais desconfortável do episódio é sobre campanha de incentivo, e ele descreve a norma do mercado, não a exceção.

“É muito ‘cara, eu preciso ter uma campanha, porque sem campanha meu vendedor não vende’. Tá, mas qual é a meta da campanha? Qual é a expectativa dela? Qual é o payback? Quanto a gente vai investir? Faz sentido investir esse prêmio nesse produto? Será que tem margem para isso?”

Eduardo Abritta, no SellersCast, aos 31min09s

Ele ainda acrescenta a pergunta que quase ninguém faz: aumentar cobertura é bom, mas tem estoque para sustentar? Ou a campanha apenas antecipa uma venda que ia acontecer de qualquer forma, e ainda cria ruptura depois?

A conclusão dele é direta: essa complexidade de análise, antes de a mecânica existir, ainda está distante do mercado como um todo. É a diferença entre montar uma campanha de incentivo e conseguir defendê-la depois.

Como se mede execução de trade marketing: o dado tira o achismo

Perguntado sobre cultura de dados na liderança, Abritta não descreve ferramenta. Descreve o efeito do dado sobre a conversa.

“O dado ganha relevância porque ele tira o foco da discussão do achismo. É óbvio que a vivência é super importante e o feeling é fundamental, sempre isso vai precisar. Mas o dado te ajuda a ser mais racional e mais diretivo nas discussões.”

Eduardo Abritta, no SellersCast, aos 52min04s

E ele diz para que isso serve, em duas palavras: provar eficiência e justificar investimento. É o mesmo problema da seção anterior, visto do outro lado — a campanha que ninguém consegue defender depois é a campanha que não teve número antes.

Sobre quais números sustentam execução de trade marketing, ele é específico: sellout primeiro, porque é o que diz se a ação moveu performance, e ROI em seguida. Depois vêm giro, ruptura e positivação — a mesma família tratada no guia de indicadores de vendas.

Vale a ressalva que o próprio episódio deixa implícita: nenhum desses indicadores é melhor que a base que o alimenta. Sellout com período incompleto não vira ROI confiável — vira um número menor e plausível.

O episódio completo

Uma hora e dez de conversa que passa também por elasticidade de preço, retail media, feedback reverso e o desafio de assumir um time em outro país durante a pandemia.

Veja como a Sellers® entrega o dado do canal já validado e confirmado pelo distribuidor.

Falar com o time da Sellers®

Publicado em

Receba uma demonstração do sistema

Livre-se de controles manuais e planilhas. Conheça a Sellers. A plataforma que entrega a verdadeira Sales Journey que sua empresa precisa para melhorar os resultados de faturamento, rentabilidade, capilaridade e muito mais.